Uga-uga: uma denúncia sobre os heróis Invisíveis!
Palavras-chave:
Território, museologia social, vulnerabilidade, intervenção, habitaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre a aplicação prática de elementos da museologia social em contextos de vulnerabilidade social, por meio da análise do projeto comunitário Bairro Meu, desenvolvido no bairro Quinta do Loureiro, em Lisboa, a partir do processo de doutoramento em Museologia pela Universidade Lusófona e da experiência técnica do autor em territórios vulneráveis. O problema central que orienta o artigo é o seguinte: é possível reconhecer práticas museológicas, alinhadas à museologia social, que estejam sendo executadas em territórios vulnerabilizados? Quem valida ou confere legitimidade a essas iniciativas? A metodologia adotada é empírica, com base em entrevistas, observação e revisão bibliográfica, fundamentada no campo da sociomuseologia. Os resultados apontam que, embora o projeto Bairro Meu não tenha sido concebido formalmente como uma ação museológica, ele incorpora práticas características da museologia social, como a escuta ativa, o fortalecimento de vínculos comunitários, a produção coletiva da memória e a valorização simbólica do território. Conclui- se que o projeto pode ser compreendido como uma prática museológica expandida, que contribui para a redução de fatores de vulnerabilidade social e para o debate sobre os critérios de reconhecimento e validação no campo da museologia social.
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