Temporalidade
Ensaio sobre a representação do tempo
Palavras-chave:
Tempo, temporalidade, imaginação, informação, representação, artefatosResumo
A partir de lembranças do autor acerca de uma exposição museológica realizada pelo Museu Histórico Nacional em 2000, o ensaio discute as representações sociais do tempo, a começar de uma proposta básica: tempo é temporalidade. Não tendo o tempo substância própria, sua representação emerge do jogo entre a imaginação poética e as durações vividas na realidade. Conforme provoca o ser humano a entender e expressar o mundo em que se encontra mergulhado, a imaginação poética o convoca também a converter a matéria no duplo de seu mundo interno. Para os sábios, o tempo é uma grandeza não espacial, matematicamente concebível e mensurável, e exprimível por meio de artefatos; para a vida comum, imersa num eterno presente, o tempo se torna inteligível na representação e na ordenação de uma sucessão de eventos, suas durações, e se traduz em informação. A medição do tempo se materializa na onipresença de artefatos que suportam tal natureza de informação: relógios, calendários e agendas; e expressam a temporalidade em que vivem mergulhadas essas sociedades.
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