O legado cultural da imigração europeia na Região Sul do Brasil
Uma análise das ações de valorização do patrimônio da imigração pelo Iphan e pela comunidade
Palavras-chave:
patrimônio, imigração europeia, Sul do Brasil, Iphan, museus da imigraçãoResumo
O presente artigo aborda a valorização do patrimônio da imigração europeia no Sul no Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entre 1937 e 2026 e a criação de museus como uma forma de valorização dos bens patrimoniais e de compartilhamento de memórias. Procura- se, com isso, evidenciar a importância do patrimônio da imigração para a formação da identidade nacional, ressaltando as ações de tombamento, criação de museus e festas populares. Além das fontes bibliográficas, o estudo está ancorado na análise quantitativa e qualitativa de bens tombados e registrados e no exame de dossiês organizados pelo Iphan de caráter documental, disponibilizados no site da instituição. Considera, também, o levantamento do número de museus existentes vinculados à imigração no Sul do país, cadastrados no MuseusBr; e em visitas de campo na região noroeste e no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Os principais resultados da pesquisa estão relacionados à valorização tardia dos bens relacionados à imigração, ou seja, uma ausência de tombamentos nas primeiras décadas de atuação do Iphan; ao reconhecimento de algumas técnicas construtivas dos imigrantes, a partir da década de 1980, por meio de tombamentos e publicações; e à existência de muitos museus relacionados à temática no Sul do país.
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