Reflexões sobre os caminhos arquivísticos e da memória
Protocolos de colaboração da Fundação Mário Soares e Maria Barroso com a Guiné-Bissau
Palavras-chave:
Arquivos, Guiné-Bissau, Portugal, Memória, Pós-colonialismoResumo
Este ensaio busca trazer novas reflexões sobre a relação pós-colonial entre Portugal e Guiné-Bissau a partir dos casos específicos dos arquivos Amílcar Cabral e do Fundo Documental do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas. Numa perspectiva exploratória, buscou-se construir paralelos existentes entre as adversidades que a democracia guineense tem enfrentado ao longo dos seus cinquenta anos de independência e as tendências revisionistas em Portugal acerca da também cinquentenária revolução. Tendo em vista o papel da história, da memória e dos arquivos enquanto contraponto a essas tendências, interpreta-se esses paralelos históricos da libertação de ambos os países como uma oportunidade de uso dos arquivos para desacelerar tais movimentos.
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